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26nov2016

O sol nosso de cada dia

Muito difundida na Europa, especialmente na Alemanha, Itália e Espanha, a geração de energia solar toma cada vez mais espaço como alternativa aos recursos fósseis, pois consiste em um sistema energético renovável e limpo. Segundo o engenheiro eletricista Lukas Argenta, há duas formas de utilizar a fonte solar para a produção de energia: através do princípio heliotérmico, em que a energia da radiação solar é convertida em energia térmica para aquecer um fluído e por meio do princípio fotovoltaico, em que a radiação solar é diretamente transformada em energia elétrica.

Ambas são promovidas por meio de placas solares. Entretanto, Argenta salienta que há uma diferença entre elas. No caso das placas de aquecimento de fluídos (geralmente água), as mesmas consistem em uma superfície escura, que absorve a energia do Sol e a converte em calor. Já para a geração de energia elétrica as placas são compostas de células fotovoltaicas, feitas de silício. Quando as partículas da luz solar (fótons) colidem com estes materiais, geram corrente elétrica, usada para carregar baterias.

Lukas aponta que o sistema de geração fotovoltaica ainda aparece de forma tímida no Brasil. Mesmo que os valores tenham diminuído comparados há cinco anos, os altos custos de instalações dos equipamentos ainda são um empecilho. Por outro lado, a utilização de energia solar está aumentando de forma significativa, em relação ao coletor solar destinado para aquecimento de água. Em Vacaria não é diferente. Celso Santos, instalador hidráulico da empresa Insdráulica opera diversos trabalhos na cidade e região, instalando placas solares de geração heliotérmica há mais de 30 anos.

Cálculo baseado na média de consumo de uma
família brasileira com três integrantes:

“As pessoas estão investindo cada vez mais em placas solares para economizar energia elétrica. Além disto, o custo destes equipamentos ficou mais barato,” comenta.

Celso também explica que um sistema básico de aquecimento de água por Energia Solar é composto pelos coletores solares e um reservatório térmico (boiler). As placas coletoras são responsáveis pela absorção da radiação solar. O calor do Sol, captado pelas placas, é transferido para a água que circula no interior de suas tubulações. Em seguida, o reservatório térmico armazena a água aquecida e a mantém quente para o consumo.

ENERGIA SOLAR É ECONOMIA CERTA

Entenda as diferenças:

Santos estima que uma média inicial de sete mil reais seria o investimento na instalação de coletores para esquentar, pelo menos, 400 litros de água, suficiente para uma casa de médio porte, onde vivam três pessoas. Os coletores solares são um pouco mais caros comparados à aquisição de um sistema a gás ou elétrico hoje. Mas é preciso pensar a longo prazo, pois o aquecimento de água se dará de forma gratuita, sem uso de rede elétrica ou gás, resultando em economia nestas contas, ainda mais com o aumento em torno de 40% de energia elétrica. O instalador hidráulico estima que o valor gasto em painéis solares “se paga” ao longo de poucos anos. Do mesmo modo, não são necessárias muitas manutenções.

O número de placas solares para geração de energia heliotérmica são estabelecidas de acordo com a quantidade de água utilizada em cada local. Cada metro de painel pode aquecer uma média de 65 a 70 litros do líquido. As placas são geralmente acondicionadas em cima de telhados na posição solar norte, em que a incidência de radiação é maior durante o dia. Além disto, o “aquecimento produzido é proporcional à intensidade da luz incidida no painel solar. Em um dia com céu claro e ensolarado, a energia originada será muito maior do que outro com céu nublado, mas sempre existirá a geração de calor”, esclarece Lukas Argenta.

QUEM USA APROVA

O San Bernardo Park Hotel foi um dos estabelecimentos que aderiu aos benefícios da energia solar. Desde 2008 o empreendimento utiliza 70 placas solares que aquecem a água de consumo. Julhano Pagno, sócio gerente da hospedagem avalia que houve uma economia “em torno de 25% no consumo de óleo diesel e redução de poluentes no ambiente”.

Já o mecânico Darci Calgaro optou por adotar esta energia limpa em sua casa. “Todas as torneiras aqui tem opção de água quente. A temperatura é excelente e o banho fica muito bom,” comenta. Calgaro calcula que houve uma economia de 30% em energia elétrica depois que começou a aquecer a água através das placas.

Nota: a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) está discutindo a proposta de revisão da Resolução Normativa nº 482/2012. De acordo com o site da autarquia, o objetivo do debate é reduzir as barreiras ainda existentes à conexão dos micro e minigeradores à rede das distribuidoras, compatibilizar as regras do sistema de compensação de energia elétrica com as condições gerais de fornecimento; aumentar o público alvo e realizar aperfeiçoamentos na regra. A expectativa é que, apenas com as alterações propostas nesta Audiência, aproximadamente 500 mil consumidores residenciais e comerciais instalem microgeração solar fotovoltaica até o ano de 2024.

 

Fonte: http://www.c20.com.br/blog/artigo-energia-solar.php

  • 26 nov, 2016
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